17/03/2010 17h47 História
No meio de um terrível deserto ao norte do Tibete, arqueólogos chineses escavaram um cemitério extraordinário. Seus habitantes morreram há quase 4 mil anos, mas seus corpos estão bem preservados graças ao ar seco da região. O cemitério fica na atual região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China, mas os mortos têm feições europeias, com cabelos castanhos e narizes alongados.Embora o cemitério fique num dos maiores desertos do mundo, os restos mortais foram enterrados em barcos emborcados. No lugar de lápides pedindo a misericórdia divina na vida eterna, surge uma vigorosa floresta de símbolos fálicos, um sinal do intenso interesse nos prazeres da procriação.O povo há muito desaparecido não tem nome porque sua origem e identidade permanecem desconhecidas. Muitas provas, no entanto, vem emergindo sobre sua ancestralidade, forma de vida e linguagem. Seu cemitério, conhecido como Pequeno Rio, fica próximo ao leito seco de um antigo rio da bacia de Tarim, uma região cercada por montanhas. A maior parte da bacia é ocupada pelo Deserto de Taklimakan, uma área tão inóspita que viajantes solitários da antiga Rota da Seda preferiam ampliar sua viagem em muitos quilômetros e contorná-lo a cruzá-lo.
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