terça-feira, 23 de março de 2010

Em Roma, os sinais do tempo são mantidos

A cidade de Roma, capital da Itália, um dos maiores acervos da história da humanidade, revela sua grandiosidade através de suas fontes iluminadas, seus pórticos e palácios monumentais.

No Coliseu, o mármore permanece com o aspecto de sujo: passado preservado. Foto: Nando Chiappetta/Divulgação
Durante 11 anos, o fotógrafo pernambucano Nando Chiappetta, 43 anos, morou na Itália e registrou mais do que cenas da paisagem histórica do lugar. Entendeu, sobretudo a importância da conservação do patrimônio e toda sua antiguidade. "Eles têm uma cultura de restauro muito diferente da nossa e convivem bem com o passado deles", revelou.

No Coliseu, uma de suas paisagens favoritas já presenciou muitas críticas em relação à falta de conservação do espaço. "Já encontrei turistas horrorizados com a cor do mármore com um aspecto de sujo, mas lá é uma característica do lugar. Faz parte da história e eles não alteram", constatou. O Coliseu foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registro efetuado no século 6 da nossa era, após a queda de Roma em 476.

Mas foi no Panteão, onde a preservação do espaço na sua concepção original mais chamou a atenção do fotógrafo pernambucano. O local, erguido no século 6, é o único edifício construído na época greco-romana que se encontra em perfeito estado de conservação. "No Panteão não há nenhum tipo de iluminação. A única luz que entra no edifício é a solar pela cúpula. Talvez se fosse aqui já teriam colocado holofotes", ressaltou Chiappetta. De volta ao Recife desde 2005, o fotógrafo criticou a substituição das pedras portuguesas em Boa Viagem. "Acho que foi um crime. Poderiam ter modernizado a beira-mar preservando as pedras portuguesas", afirmou.

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