quinta-feira, 25 de março de 2010

Pesquisadores acreditam ter encontrado um novo ancestral do homem

Cientistas divulgaram hoje que é possível que um novo ancestral do homem tenha sido descoberto na Sibéria. Graças aos exames genéticos, os pesquisadores concluíram que o DNA do hominídeo não é compatível com o dos humanos ou o de Neandertais, duas espécies que viveram naquela área há cerca de 50 mil anos. O estudo pode ser lido na íntegra na próxima edição da revista "Nature".

A descoberta está intrigando especialistas, já que sugere que a espécie da Sibéria seja de uma linhagem diferente, que provavelmente se separou da linhagem que deu origem aos humanos e aos Neandertais há cerca de um milhão de anos.

Por enquanto, os cientistas que divulgaram a possível nova espécie pedem cautela. Para muitos pesquisadores, faltam peças do quebra-cabeça para definir se está espécie é realmente nova ou não.

"Realmente não sabemos", afirma Ian Tattersall, do Museu de História Natural, em Nova York, que não participou das pesquisas. Segundo ele, a árvore genealógica dos humanos "é cheia de ramificações. É inteiramente plausível que vários outros galhos existam sem que os cientistas saibam".

Os cientistas envolvidos na pesquisa alertam que por muito tempo os humanos não ficaram sozinhos, e que espécies parecidas conviveram relativamente juntas por milhares de anos.

"Não estávamos sozinhos. O homem moderno conviveu com outras espécies e a substituição não foi imediata", afirma Todd Disotell, da Universidade de Nova York

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